segunda-feira, 4 de outubro de 2021

O QUE FOI NOT'ICIA - Newsletter da Revista VEJA-Coronavírus, 04/10/2021

Alexandre Perinotto - IGCE/UNESP

O QUE FOI NOTÍCIA

Resumo da Newsletter VEJA – Coronavírus04/10/2021

 

Até o momento, a pandemia do novo coronavírus já deixou 234.977.037 contaminados e 4.803.145 mortos no mundo. No Brasil são 21.468.121 contaminados e 597.948 mortos. Os dados são da Universidade Johns Hopkins.

O número de doses de vacina aplicadas no planeta chegou a 6,34 bilhões. No Brasil são 242.453.803 de unidades administradas. Os dados são da Bloomberg (mundial) e de VEJA (nacional).

 

PROTAGONISMO DA CIÊNCIA

A pandemia de Covid-19 conferiu à ciência nacional um papel de protagonismo na busca por soluções para a pior crise sanitária dos últimos cem anos. Desde 2020, o Brasil tem realizado pesquisas clínicas de vacinas e tratamentos cujos resultados se mostraram extremamente relevantes para o combate da doença. Além disso, várias instituições públicas também trabalharam no desenvolvimento de testes para detecção do coronavírus, de potenciais imunizantes e de respiradores. Isso mostra que a emergência evidenciou a capacidade dos pesquisadores do país de produzir pesquisas de altíssima qualidade capazes de mudar a prática clínica.

 

ATRASO PREOCUPANTE

De acordo com o novo boletim VigiVac, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz, a taxa de atraso vacinal em relação à segunda dose em todo o Brasil é de 11%. O índice é mais alto em relação à CoronaVac e chega a 33%. No caso do imunizante da AstraZeneca, o atraso é de 15%, e no que diz respeito ao fármaco da Pfizer, de 1%. É considerada uma situação de atraso quando o indivíduo não aparece para receber a segunda dose depois de 14 dias da data prevista. Para a AstraZeneca e a Pfizer, foram considerados 84 dias de intervalo para a segunda injeção. No caso da CoronaVac, 28 dias. Os índices foram calculados com base nos dados de vacinação registrados até 15 de setembro.

 

MÉDIA DE MORTES E CASOS

Com o ciclo de imunização completa contra Covid-19 atingindo quase 100 milhões de brasileiros, o país está há uma semana em patamar de estabilidade no número de óbitos por Covid-19. Segundo dados compilados, a média móvel de vítimas fatais está em 500,7, número 10,15% menor do que o de duas semanas atrás. A taxa está abaixo de 600 há 28 dias e indica que o país passa por um momento semelhante ao de novembro do ano passado. Na média móvel de casos, por sua vez, o cenário é de queda. O índice está em 16.592,7, volume 51,61% menor do que o registrado há catorze dias.

 

MEDICAMENTO PROMISSOR

O molnupiravir, antiviral oral desenvolvido pela MSD em parceria com a Ridgeback, mostrou-se eficaz contra a Covid-19. De acordo com informações divulgadas pela farmacêutica, o tratamento reduziu pela metade o risco de hospitalização ou morte pela doença, quando administrado a pacientes de alto risco no início da infecção. Os resultados são baseados em dados de 775 voluntários da fase 3 de testes clínicos. No estudo, 7% daqueles que receberam o medicamento foram hospitalizados e nenhum deles morreu, em comparação com uma taxa de 14% de hospitalização e oito mortes no grupo que recebeu o placebo. 

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